quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Campanha política

Aqueles que acompanham o blog sabem que eu escrevo de um lugar remoto, fora do país. Em Julho, porém, estive em Magé com minha esposa. Ficamos no centro, mas passeamos pelo centro de Piabetá e Pau Grande. Foi mais ou menos um ano longe de Magé até esta visita. Abaixo, seguem constatacões e observacões políticas que eu fiz ao caminhar pelas ruas da cidade e conversar com as pessoas.
  • O povo não é bobo? Ao que tudo indica - e caso a justica permita - Núbia deverá ser a vencedora das eleicões novamente. Pelo menos é o que se percebe pelo tamanho das campanhas e a repercussão entre eleitores.
  • Dormindo no ponto: A campanha de Narriman e Lourival ainda não tinha acordado, enquanto Núbia acordava a cidade com bicicletas e carros de som por todos os lados, além das mulheres (sempre muito desanimadas pelo sol quente) com suas bandeiras e placas.
  • Opcão? Roberto Theodoro, que dizem ser aliado dos Do Posto, também não tinha dado as caras.
  • No fim, o que vemos é uma mesmice. O rodízio político vai continuar, infelizmente.
  • "Cara, é complicado. Eu não concordo nem gosto dela, mas pra nós, candidatos pequenos, estar com a Núbia é uma mão na roda. Ela paga os cartazes, as fitas, ajuda com as bicicletas", me explicou um dos muitos candidatos que se aliam e aparecem em fotos ao lado da atual prefeita.
  • Vendedor de caldo de cana da rodoviária de Magé: "Po, eu nem sou da terra, mas vivo aqui há muito tempo e nunca vi ninguém fazer mais do que essa mulher fez." Cliente: "É verdade, vai dar ela de novo mesmo, não tem jeito."
  • A moda entre os candidatos é o funk e o samba! São muitas bicicletas, carros e motos de som por todos os lados com os hits políticos do momento. Na minha top list, estão:

    • Dinho Cozzolino: Na versão do clássico do funk - "Atoladinha" - o candidato se dá um tiro no pé. Uma mulher pergunta: "Você vai votar em outro?" E o cara responde: "Não, não. Vou arriscar". Ele mesmo admite que é um risco votar no candidato.
    • Irmã Beth: A evangélica sabe que gospel pra campanha política não rola. Sua campanha é em ritmo de samba!
    • Guilherme Marcatti: Seu jingle é baseado no funk "Chumbo quente" e diz: "Saiam da frente, lá vem ele minha gente..." ao som de tiros e o batidão. Esse mostra claramente o que acontecerá com quem atravessar seu caminho. Aqui, não estou insinuando que o candidato seja assassino, apenas tentei ironizar com o fato da música dele ter indícios de violência. Afinal, sabemos como as coisas são em nossa cidade. Desculpe se o comentário soou como acusacão.
    • Lééééééo: O candidato Leonardo da Vila aproveitou o sucesso do Mc Créu e fez o seu refrão ecoar à toda velocidade principalmente por Piabetá e região.
  • GRES Batata: O candidato a vereador fez uma escolha de samba por seu jingle. Dizem que Boró, o vencedor, embolsou mais de R$ 2000 pela vitória.
  • Humilhacão: ver Batata, tipo poderoso, sentado no Restaurante Semi-Deus, rindo e alisando seu relógio de ouro, rodeado por segurancas, me doeu como um tapa na cara de todos os mageenses que sabem das mutretas que ele arrumou e arruma desde antes de entrar na vida política.
  • Morte do Ney: "Estão falando aí que ele era marido da Núbia. Como pode se ele tinha mulher e filhos? Dizem que ele foi morto porque estava tirando muita onda, humilhando as pessoas, como se tivesse engolido um rei. Alguns dias antes, dizem que ele teria discutido e agredido Dinho Cozzolino", disse uma pessoa de Pau Grande, que acompanha bem de perto a saga dos Cozzolino políticos.
  • Política uma-mão-lava-a-outra: "Ele nunca se meteu com política, mas colocou o adesivo de Amigo Augusto no carro porque foi ele quem arrumou um emprego pra filha dele", explicou meu pai ao me dizer pq meu tio tava fazendo campanha.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Coisas que nunca mudam em Magé - Parte 1

Todos temos visto que há muita coisa podre no governo dos Cozzolinos em Magé. Só que não podemos apontá-los como os únicos culpados pelo caos de nossa cidade.

Anteriormente, nós vimos que os últimos três governos foram muito parecidos em propostas e acões. Para confirmar este ponto de vista, por que não falar daquilo que nunca muda (mas deveria, pra ontem) em nossa cidade?

Cachoeiras de Santo Aleixo/Andorinhas/Rio do Ouro


Na metade da década de 1990, quando adolescentes meio desocupados, eu e meus amigos íamos quase todos os dias para as cachoeiras.

Naquele tempo, já reclamávamos muito do turismo descontrolado vindos de cidades vizinhas como Itaboraí e, principalmente, São Goncalo. Vimos muitas brigas, muita sujeira e lixo largados por lá. Também tinham as oferendas de fim de ano.

Ao que parece, nada mudou nesse sentido. O turismo continua a toda e as autoridades municipais parecem que continuam cegas para este problema desde então.

Indústrias e Grandes Empresas

Magé cresceu em volta de fábricas como a Imbel, a Emac, a Itatiaia de tecidos, e a Estrela de pólvora. Todos que nascemos aqui temos histórias de pessoas na família que trabalharam nelas. Infelizmente, a história não tem nem terá continuidade. As antigas ficaram no passado, e pro futuro, nenhuma parece surgir.

O interessante é saber que Magé fica estrategicamente entre o Rio e Niterói. Próximo de pólos industriais como em Caxias e a futura refinaria de Itaboraí. A dois passos da Dutra, da Washington Luiz. Tem muito espaco físico que poderia ser ocupado, até mesmo próximo ao centro da cidade. Ainda assim, ninguém investe na cidade.

Dizem que interesses políticos e olho grande embarreram a entrada destes investimentos (como o caso da fábrica da Schincariol). Não é difícil duvidar se olharmos os acontecimentos e as denúncias atuais e anteriores, no outro governo.